Como está o crescimento do mercado de e-commerce no Brasil?

por Junior Brandão

O mercado de e-commerce é a grande aposta dos empreendedores virtuais. Apesar do cenário de crise da economia brasileira, este foi um dos ramos que continuou a apresentar um crescimento estável e grandes expectativas para o futuro — o próprio Google previu que o faturamento e ofertas do comércio eletrônico brasileiro podem dobrar até 2021.

Aproveitando bem as altas da economia, o mercado on-line agregou valor a seus produtos e serviços, tendo investido em ferramentas de segurança e estratégias de marketing digital.

Além disso, o mercado de e-commerce procura focar na diversificação do que está sendo ofertado. Nele pode-se encontrar uma imensidade de produtos e serviços, como móveis decorativos, cursos de inglês, itens para a cozinha e telefones celulares.

Embora, no Brasil, esse mercado ainda tenha muito a melhorar, a grande vantagem é que os investimentos visando tais melhorias já estão sendo feitos, e o contexto atual é propício para o crescimento.

Quer saber mais sobre o tema? Então continue acompanhando o post, porque o e-commerce pode ser uma aposta certeira.

Como faturar no mercado brasileiro?

O mercado de e-commerce apresenta uma posição privilegiada na economia brasileira. Como já falamos, mesmo que o faturamento tenha reduzido durante alguns períodos — afetado pela crise —, não deixou de crescer.

Quando o mercado começou a se instaurar, houve muito receio em relação à segurança e à privacidade dos internautas em todas as etapas da compra, que vai da busca pelo produto ou serviço ao pagamento.

Então, por conta do ritmo lento de crescimento inicial, as empresas passaram a assegurar a segurança de forma efetiva, com selos de reputação e de confiança, os quais são capazes de impulsionar as vendas pela credibilidade conferida.

Com isso, vários ramos do comércio on-line tiveram êxito no asseguramento da confiança e nas estratégias que visavam o impulsionamento da reputação. Assim, apresentaram um significativo sucesso de crescimento.

Dados mostram que nos últimos 2 anos, 2016 e 2017, os 5 ramos que mais cresceram quando se fala em faturamento foram:

  1. telefonia/celulares (21,2%);
  2. eletrodomésticos (19,3%);
  3. eletrônicos (10%);
  4. informática (8,9%);
  5. casa e decoração (8,4%).

Quando se fala em número de pedidos, os mais procurados foram:

  1. moda e acessórios (14,2%);
  2. saúde/cosméticos/perfumaria (12%);
  3. eletrodomésticos (10,8%);
  4. casa e decoração (10,5%);
  5. telefonia/celulares (9,2%).

No geral, como os novos consumidores de produtos digitais buscam por comodidade, rapidez e eficiência, além de passar mais tempo cuidando da vida pessoal e profissional, o leque dos produtos eleitos os mais vendidos na internet é grande.

Assim, observa-se que a diversidade, a boa reputação e a segurança percebida pelo consumidor são pontos importantes para garantir o faturamento no e-commerce.

Quais são os fatores de sucesso?

O crescimento e, consequentemente, o sucesso dos empreendedores digitais se dá por meio de influências econômicas, sociais e tecnológicas. Estas possibilitaram o aumento das vendas por meio das mudanças de hábitos do brasileiro.

Acesso à internet

Cresceu o número de brasileiros que têm acesso à internet. Segundo dados do E-commerce News, metade da população já possui acesso à internet. Dessa estimativa, calcula-se que 20% são consumidores virtuais ativos.

Novo consumidor brasileiro

Considerando que a população do Brasil corresponde a cerca de 209 milhões de pessoas, estimou-se, em 2017, que 55 milhões de brasileiros compraram pela internet, caracterizando um novo tipo de consumidor.

Com isso, tem-se que esse novo consumidor, imerso no mundo tecnológico e no maior acesso à internet, é imediatista, exigente, bem informado, busca por conveniência e comodidade. Ele pesquisa antes de comprar, faz análise dos preços e da qualidade e busca por informações sobre as lojas/empresas.

Isso é possível porque as plataformas digitais foram qualificadas e houve maior familiarização do público com sites que comparam o que está sendo ofertado — estes permitem que os consumidores avaliem produtos, preços e qualidade de várias marcas simultaneamente.

Assim, considerando estas características do novo consumidor brasileiro, muitas empresas adotaram medidas favorecedoras de vendas, como a adoção de soluções híbridas que viabilizam a retirada na loja física de compras feitas on-line.

Compra personalizada

A compra personalizada é uma estratégia que faz uso do histórico online do cliente para oferecer produtos mais próximos aos que ele procura.

Essa estratégia está impulsionando o mercado on-line pois funciona como uma produção de conteúdo de qualidade aliada à compra dos produtos — quanto melhor conhecer os consumidores, melhores chances têm de influenciar a forma como eles serão atingidos.

Melhorias no processo de compra

As melhorias no processo de compra estão gerando números positivos nos dados do faturamento do mercado de e-commerce. Por exemplo: a utilização de softwares que simulam o papel do atendente — respondem questionamentos e direcionam o cliente para um determinado produto, por meio da pesquisa e coleta de seus dados —, otimiza as etapas de forma eficiente.

Contudo, para que a eficiência não deixe a desejar, é preciso entender quem são os consumidores. Indicadores de 2016 observaram que alguns fatores determinam diferenças no processo de compra: gênero — mulheres compraram mais (51,6%) que os homens (48,4%) —, faixa etária — a idade média é de 43,3 anos, podendo variar de 35 a 49 anos —, e regiões do Brasil — apesar do aumento das compras das regiões Sul e Centro-Oeste, a região Sudeste concentra a maior parte das compras (60%).

Apesar de a maior parte dos compradores serem da faixa etária dos 34 anos, os nascidos entre 1980 e 1994 representam, a partir de dados de 2015, mais de 25% da população de países como Indonésia, Brasil, Rússia e México. Portanto, é importante que as empresas se atentem às reações dessa população nas compras on-line.

Como o mercado de e-commerce estará ao final de 2018?

Embora os dados e expectativas sejam promissores, as estatísticas do e-commerce no Brasil ainda estão aquém de países desenvolvidos, como os Estados Unidos. Acredita-se que o que falta nos empreendedores brasileiros se chama inovação e boas estratégias de logística.

Como exemplo, um dado alarmante: o Brasil perdeu cerca de 6,1 bilhões de reais com roubos de carga, representando um total de 97,7 mil ocorrências, podendo representar 11,7% a menos para a receita da empresa. A região Sudeste possui maior índice de compras, mas é a que mais apresenta prejuízos para as empresas, principalmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Entretanto, as boas expectativas se concentram na aposta do marketing digital e da plataforma mobile, devido ao aumento do tempo dos consumidores nos celulares e redes sociais — afinal, 20% da receita advém dos mobiles.

A estimativa de 10 anos, que vai de 2008 ao final de 2018, prevê que o crescimento do mercado de e-commerce será de 387%, representando um aumento de cerca de 38 bilhões de reais na receita. Desse valor, só nos últimos 5 anos, o crescimento foi de 250%.

Ainda, até o final do ano, espera-se que o Brasil atinja a marca dos 60 milhões de consumidores virtuais e que invista nos produtos customizados para captar um maior leque de clientes, gerando valor ao produto e impulsionando-o.

Além disso, espera-se também que aposte cada vez mais no mobile commerce, desenvolvendo aplicativos e construindo sites mobile-friendly que deem importância a este formato e suas particularidades. Isso inclui pensar em questões como o baixo consumo de dados, o tempo de carregamento das páginas, a praticidade do manejo, entre outros.

Ainda tem dúvidas de que é um mercado promissor?

  • 60 milhões de consumidores virtuais até o final de 2018;
  • o faturamento do comércio eletrônico brasileiro pode dobrar até 2021;
  • metade da população brasileira tem acesso à internet;
  • o mercado continuou crescendo mesmo em períodos de crise econômica.

O mercado de e-commerce brasileiro vem apresentando dados satisfatórios para os empreendedores digitais. Priorizando uma maior comodidade, segurança e logística, as empresas virtuais estão se desenvolvendo para que consumidores sejam conquistados e tenham boas experiências no processo de compra.

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