Com a pandemia da COVID-19, muitas lojas fecharam ou migraram para as plataformas digitais, transformando cada vez mais seus sites em verdadeiras vitrines. Devido aos riscos de contaminação e disseminação do vírus, as pessoas recorrem às compras online, consequentemente, o e-commerce no Brasil registrou um crescimento de 47% no primeiro semestre, a maior alta em 20 anos, de acordo com dados do Webshoppers.
Mais de 7,3 milhões de brasileiros compraram pela primeira vez no e-commerce e começaram a utilizar aplicativos de delivery, por diversos motivos, entre eles: a comodidade e a praticidade de receber os produtos em casa.
Esse crescimento já vinha ocorrendo nos últimos anos, porém, com a pandemia, os números tiveram aumento expressivo em um período de tempo muito curto. Continue lendo para saber mais sobre isso!
Por que o e-commerce cresceu tanto em meio a pandemia?
A pandemia do coronavírus, intensificou as mudanças que já vinham acontecendo no mundo do e-commerce e estas transformações continuam acontecendo e trazendo novas tecnologias para a nossa vida.
Os hábitos de consumo da sociedade estão em constante mudança, nossos comportamentos e desejos são voláteis e tendem a se adaptar a cada dia que passa. Atualmente, os marketplaces já representam 78% do total do e-commerce brasileiro.
O isolamento social, o auxílio emergencial e os juros mais baixos foram fatores que influenciaram consideravelmente nas decisões de compra do consumidor durante esse período.
O maior número de compras online aconteceu entre os meses de abril e junho, que foi o auge do isolamento social em determinadas cidades do país, com um aumento de 70% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Veja abaixo um gráfico com alguns dados a respeito da evolução do faturamento do e-commerce:
Porém, um dos pontos negativos desse ‘’boom’’ de vendas no e-commerce, foram os prazos de entrega que acabaram ficando mais longos do que o normal, devido a alta demanda das lojas.
“Mesmo com a flexibilização e abertura das lojas do varejo físico para um cenário mais semelhante ao observado antes da pandemia, os dados comprovam que as compras online tornaram-se um hábito dos consumidores brasileiros.”
André Dias, coordenador do Comitê de Métricas da camara-e.net e Fundador do Neotrust | Compre & Confie.
Faturamento de determinados segmentos
Houve um crescimento de faturamento em praticamente todos os segmentos durante o primeiro semestre de 2020, quando comparado ao ano anterior. Veja os aumentos abaixo:
- Informática: 101%
- Construção e ferramentas: 100%
- Departamento: 90%
- Esportivo: 63%
- Perfumaria: 51%
- Farmácia: 42%
- Casa e decoração: 33%
- Roupas/calçados: 32%
- Autosserviço (hipermercados, supermercados): 18%
Prejuízos de determinados segmentos
Em contrapartida, três áreas registraram quedas em seus faturamentos. Lojas focadas especificamente em alimentos, tiveram aumento de 15% no número de pedidos, mas o faturamento caiu 1%.
- Automotivos (acessórios): -52%
- Bebidas: -13%
- Alimentos: -1%
Mas e agora, com a abertura gradual do comércio?
Muitos consumidores descobriram a praticidade das compras online, além de todos os métodos facilitados de entrega e pagamento que as plataformas possuem, isso faz com que as pesquisas acusem que estes números continuem a crescer mesmo após a abertura gradual do comércio e a volta das atividades.
“Enquanto as lojas de rua e shopping centers estão reabrindo gradativa e intermitente no Brasil, o e-commerce não para de crescer e mudou para sempre o hábito de compras do consumidor. Prova disso é que, mesmo com a reabertura do varejo físico, o comércio eletrônico tem registrado recordes constantes, consolidando-se como o principal canal de vendas no país”.
Diego Ivo, CEO da Conversion.
Foguete não tem ré!
Tá na hora de investir no e-commerce, você não concorda? Esses dados comprovam a eficácia das vendas online nos dias atuais e conforme diz o ditado, ‘’foguete não tem ré’’!
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